Eu não aceito nada nem me contento com pouco. Eu quero muito, eu quero mais, eu quero tudo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

personnalité


Acontece bastante de eu agir indeliberadamente, gerando ações que causam remorso, vergonha... Sinto ódio de mim boa parte do tempo em que me permito estar consciente das asneiras que falei ou das cagadas que gerei em ações mal pensadas... Habitar esta cabeça chega a ser insuportável nas vezes em que isso acontece.

Susceptível ao pesar e dor de outrem e de todos os outros terráqueos. A tomada de consciência melindrou as minhas emoções e em diversos momentos personifico o desespero. O estado que fico quando personifico o desespero chega a exaurir minha sensibilidade. Quando isso acontece, sinto-me tão vazio ao ter que reatar a conexão à minha realidade subjetiva deste mundo que seria melhor eu sumir. Fico insensível... Mas é de vital importância, para que assim eu possa sobreviver.


Ora tenho ímpetos de perspectiva, ah, múltiplas escolhas, caminhos que me conduzirão ao pleno conforto existencial... E ora eu topo até ser atropelado e pedir desculpas por ter amassado o carro.

Dia sim, dia assim, dia não... Nunca é constante...


Enfim, se tu leste tudo isto e achaste que perdeste alguns minutos da tua vida... quem controla seus globos oculares é você.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Plastic's





Você só liga pra essa porra de imagem
Se acha foda por que usa tatuagem
Que radical o seu cabelo colorido
Sensacional essa argola no umbigo
Seus amiguinhos com cara de E.T.
Eu quero mais que vão se fuder
Que continuen essa porra de festinha
Tomando um Drinque ou fuçando uma farinha.


No meu armario não tem roupa prateada
A calça velha está meio desbotada
Eu sinto muito se meu tenis está furado
Não sou produto e nãoi vou ser rotulado
Não uso fantasia pra ser diferente
Seu figurinho não condiz com sua mente
De baixo da cabeça uma idéia ultrapassada
Tudo tem limite senão vira palhaçada.


Você é uma barbie disfarçada e não se encherga
Por fora é uma beleza
Mas teu recheio é uma merda.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

merry christmas


E enfim comemorar.
Tire o melhor cetin do armário, poste os melhores e mais caros pratos a mesa,derrame em pé do pinheiro os mais sofisticados presentes,ilumine sua casa com as luzes importadas e tome das bebidas dos deuses.Goze da presença de pessoas nunca dantes vistas,abrasse aquele que ao menos sabe quem,de risada com as piadas sem graças,espero o horário,chore mas de felicidade.
Por um instante,ou por toda sua noite,esqueça do mundo lá fora de suas desgraças e desavenças.Esqueça também o porque de tal celebração,e faça dela a maior bacanal de todas.
Abomine a ideia de que enquanto degusta das mais refinadas iguarias,muitos lá fora choram por não ter nesse exato momento um pedaço de pão velho para matar a fome.
Esqueça de fazer suas orações,esqueça de festejar o nascimento do mais fantástico homem do universo,esqueça,isso tudo é futilidade.Não perdoe,condene.
Aja assim como um insano.Afinal, o que mesmo se comemora no natal?
Esqueceram a tal essência,o significado e a magia.
As crianças já não sabem de onde mesmo vem os presentes,já o fazem mas questão de pendurar meias e de preparar a chaminé.Mataram as crianças, ou melhor,o sentido de ser.
Os abraços são os mas frios,alias,só são dados nessa época,por que o coração do homem não permite que se faça como simples gesto de carinho, colocaria a prova a criação(má)do homem com a sociedade,rompendo o pacto de formalidades com ela selado.
Seria bom ter natal todos os dias,pelo menos fingiríamos ser sociaveis o ano todo,comeríamos bem, e vestiríamos vestes descentes.
E se essa comemoração fosse diferente?
E se ao invés de comprarmos os tecidos finos,doassemos nossas roupas não mais utilizadas para aqueles que sentem frio?Nossas comidas então desperdiçadas,e nosso carinho a quem não tem?
Se fizéssemos do natal realmente o que ele é,e não uma grande festa onde se treina o máximo de tolerância para não fazer feio.
Se tivéssemos mais amor, menos soberba,mais solidariedade e menos arrogância...

E se disséssemos com o coração,feliz natal?

domingo, 21 de dezembro de 2008

mondo pigrizia


Pensei que isso fosse normal,mas na verdade descobri que sofro de uma mal um tanto quanto ridículo.
Sim, eu tenho preguiça do mundo.
Preguiça das pessoas que por obrigação me cumprimentam de manha,elas ao menos sabem quem sou, ao menos sabem se eu acordei bem,mas para não fugir das "regrinhas" soltam o tão cru "bom dia" que chega a me dar nojo em ouvir.Poderiam ser mais sinceros,mas acho que não existiriam,melhor.
Me canso também das mesmas conversas na lotação pela manha,os papos de segunda e sexta, a rotina barata que sempre seguem,a vida alheia descrita desenhada pela classe operante referindo-se aqueles que lhe dão o sustento.Talvés se falassem menos,ou falassem o real.Deus pra que tanta redundância?
Me incomoda o café na padaria,o preço do pão e aqueles que se embebedam pela manha; e eu, o que tenho a ver com isso?Nada.Mas se ao menos o trigo não tivesse um preço exorbitante,e eu tivesse tempo para desjejuar em casa e não vendessem alcoólicos pela manha.
É estafante trabalhar,ganhar dinheiro,pagar contas, acabar dinheiro e trabalhar de novo.Isso deveria não existir,deveríamos trocar coisas por coisas.Talvés não seja uma boa ideia,trocaríamos nossos filhos por um carro importado.
A verdade é que não me canso desses todos,mas estou é cansado de mim,estou?
Mundo medíocre,com pessoas medíocres e hábitos irregulares.Qui Sá o medíocre seja eu,tentando curar as enfermidades que julgo,e na verdade não passam de coisas naturais vistas por um olhar critico negativo de um adolescente medíocre.Sim eu sou redundante nas palavras.
Mundo modele-se,ou terei que fazer eu.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Mistérios.

"Tudo, aliás, é a ponta de um mistério, inclusive os fatos. Ou a ausência deles. Duvida? Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo. "
( Guimarães Rosa )

sábado, 27 de setembro de 2008

Gritos


Em livramento.


Escoam hoje, palavras de dor, hoje e sempre, como toda vez que decido passar por aqui.
Ao som de Yan Tiersen,escrevo linhas de desespero,martelando ferozmente o teclado, cuspindo tudo o que vem a cabeça, e nesse misto de sentimentos indescritiveis, me perco mais uma vez nas entrelinhas de um texto idiota que nem se quer tenho a coragem de destinar.
Talvez por alguns minutos, ou enquanto eu tiver criatividade para manter tal enredo, eu me livre desse inferno astral que me prendo no mundo exterior,fazendo assim ocupar-me somente com letras e boa grafia,mas de certo uma hora se esgotará todo o meu pobre vocabulario, e ja nem terei mais tolices para colocar aqui.
Ah, sim escoam meus gritos por esse corredores escuros,e que se danen os que pensam ser mais um surto de loucura ou um incerto de falta de pasciencia, se danen tambem aqueles que lerem isso, e me taxaram como um melodramatico infantil,se danem ainda, os que perderem seu tempo querendo entender o por que escrevo tal, quem realmente importa , sabe.
Como queria que acabasse essa fulga, esse tal esconde-esconde,como queriar parar de banalizar o que acontece,e simplesmente viver, como queria ...como queria eu ser diferente, como queria eu ser moldavel, e ser sempre o que esperam, como queria eu ser perfeito, mas se fosse, certamente aqui não estaria,pois não haveria do que me lamuriar.
Se pudesse ao menos sentar e te falar aos teus olhos tudo o que tenho reprimido,se pudesse ao menos tocar, e ai sim banalizar palavras, deixam apenas os gestos e sentimento se entenderem, se pudesse evitar tal coisas, se pudesse recorrer de antigas atitudes,se pudese fazer do nosso o mais perfeito possivel, se pudesse eu não ser eu pra ser você.
Deveria sim, ser eu bem menos chato,menos afoito,menos futil, menos despresivel, mais presente,mais amigo, mas falante, menos estupido,menos meloso,menos implicante,mais confiante, mais liberto, menos eu.
E nessas de poderia,devia e queria,me findo sem mais.Resaltando apenas, que amor, não é coisa de louco,o que dizem sobre ele,talves pareça estranho, mas ele em sua forma crua é puro,e deve ser degustado com todas as bocas possiveis.



Sem maiores observações, caros leitores peço-lhes cordialmente,não comentem esse texto, de nada ele vale quando lançado ao vento, certamente ele daqui será excluso.


Desabafo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

sem titulo

Sua gola puída, não mais desgastada que seu coração, agora vadio.
Cruzava as ruas à procura de rostos conhecidos, e palavras afáveis.
Rumores nostálgicos e peças frias de um quebra cabeça complexo.
Sentia-se invadido de pensamentos esdrúxulos e amorais.
Lançava-se na multidão a fim de ouvir corações em uníssono,
Esse compasso incrivelmente tornava-o mais vivo, mais humano.
Dedica sua derradeira vida àquela expropriadora de sua sanidade.
A efemeridade de tal amor, que julga ter sentido, levou não somente
sua alma, mas seu juízo em desvarios.”




Da sempre grande escritora Rosamara Maciel