E o que dizer sobre essa tal “normalidade” que os passiveis a morte escolhem pra suas “vidas”?
Posso dizer que não me cabe, não me serve? Fica justa, inalterada, paraplégica, dispendiosa?
Normalidade não é bem minha especialidade.
Mas afora isso, o que mais se tem a viver? O que é ser impar, ser o lado esquerdo do direito? Será que sei eu então, ser esse tal oposto, ou me perco em clichês inenarráveis. Comum? Não posso e não quero.
Não me interessam as atitudes comuns, muito menos os pensamentos prontos, não quero as idéias congeladas e as metas de lata de patê de sardinhas. Quando digo que quero o mundo, quero meu mundo, não o mundo dos que nele vivem. Quando por ousadia digo – Preciso do meu tudo – é do tudo que eu considero tudo.
O que é meu tudo? É o adverso a essa normalidade toda.
Obs: Para você que lê este texto e consegue nele ver o maior clichê do mundo, saiba que você não tem idéia de quem o faz.
Eu não aceito nada nem me contento com pouco. Eu quero muito, eu quero mais, eu quero tudo.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Ordem (des)natural das coisas.
Pra tudo se há uma ordem, uma desordem, um porém.
Tudo assim, começo, meio e fim. Fim? Sim.
Não há nada que se perdure eternamente, ou nada que se finde com dias contados. Há tempos, só.
Ontem foi um tempo que hoje não é mais, que amanhã será menos ainda.
Todo tempo volta, toda volta refaz um tempo. ReFaz? Desvaneios de tempos passados.
Pra tudo se há uma ordem. Uma ordem? Uma escolha, não uma ordem.
Tudo assim, começo, meio e fim. Fim? Sim.
Não há nada que se perdure eternamente, ou nada que se finde com dias contados. Há tempos, só.
Ontem foi um tempo que hoje não é mais, que amanhã será menos ainda.
Todo tempo volta, toda volta refaz um tempo. ReFaz? Desvaneios de tempos passados.
Pra tudo se há uma ordem. Uma ordem? Uma escolha, não uma ordem.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Simultaneidade - Mário Quintana
- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver.
- Você é louco?
- Não, sou poeta.
- Você é louco?
- Não, sou poeta.
domingo, 10 de abril de 2011
SERENDIPITY
Abrirás a tua janela,
Uma suave brisa passará por entre seus cabelos, beijará sua boca, sentirá o calor de sua pele,
Em seguida retornará a mim, trazendo lentamente a lembrança de algo que nunca tive
O seu perfume em mim.
Uma suave brisa passará por entre seus cabelos, beijará sua boca, sentirá o calor de sua pele,
Em seguida retornará a mim, trazendo lentamente a lembrança de algo que nunca tive
O seu perfume em mim.
domingo, 27 de março de 2011
Empty
Me parece ainda tão distante essa ideia de que nós somos responsavéis por tudo aquilo que cativamos e sentimos. Conheço que me soa eufémico imaginar que posso escolher o que sentir, quando sentir e por quem sentir, isso me daria o direito de também não sentir.
Será tudo isso então uma utopia? Não mandamos em nada e essas coisas que sentimos ou dizemos sentir são transmitidos com os mesmos efeitos da radiação? É uma especie de virus que se plorifera pelo ar, agua ou saliva?De nada sabemos, de nada sei. Só sei que consciente ou inconscientemente hoje não sinto NADA. Sou oco,vazio.
Se isso me faz mal? Não, não sei. Os sentimentos ainda não tem nenhuma explicação cientifica comprovada, eu não sei nem se ao mesmo eu já senti. Como então posso eu responder por algo que não sei se existiu. Sou indirefente. Indiferença é uma forma de sentir? Não pode ser, estou contaminado.
Enquanto não explicam-se os sábios, deixe-me vazio, porém repleto de mim.
Será tudo isso então uma utopia? Não mandamos em nada e essas coisas que sentimos ou dizemos sentir são transmitidos com os mesmos efeitos da radiação? É uma especie de virus que se plorifera pelo ar, agua ou saliva?De nada sabemos, de nada sei. Só sei que consciente ou inconscientemente hoje não sinto NADA. Sou oco,vazio.
Se isso me faz mal? Não, não sei. Os sentimentos ainda não tem nenhuma explicação cientifica comprovada, eu não sei nem se ao mesmo eu já senti. Como então posso eu responder por algo que não sei se existiu. Sou indirefente. Indiferença é uma forma de sentir? Não pode ser, estou contaminado.
Enquanto não explicam-se os sábios, deixe-me vazio, porém repleto de mim.
terça-feira, 22 de março de 2011
Por si
Quais são os seus segredos?
E suas formas? E seus jeitos?
Quais são as suas faces, seus gostos seus modos?
Quais são os seus olhares, os seus beijos e seus toques? Quais são suas mulheres, seus homens, suas crianças?
De que interessa ao mundo saber de ti? Do que mudaria nossas vidas, nossa economia, nossa miséria?
Saber de si cabe a você! MENTIRA. Saber de si cabe ao mundo. Ao nosso mundo e ao mundo dos outros. Cabe a monarquia, ao anarquismo, a democracia, ao despotismo, a ditadura, a oligarquia, a plutocracia, teocracia e tirania. Saber do mundo me parece ínfimo quando não sei nada sobre você. Saber de você me parece tosco quando nada sei do seu mundo. De seu mundo apenas sei dos encantos, dos encontros, das perdas, do doce nos olhos, olhosdeacuçar, de cravo, de canela, Gabriela, Gabriela.
Desse mel que verte por suas artérias, mostre agora ao mundo o mais amargo que escorre de sua bílis. Seu fel, seu veneno, seu perigo. Solte à ferina, morda o canto dos lábios, aterrorize a Guanabara, atormente o sono dos inocentes, rasgue as vestes hipócritas, critique, condene, queime, mascare, jogue fora. Prostitua suas palavras, venda seus sonhos, mate suas expectativas e seus amados se for preciso. Não seja tão vital, deixe morrer em dois dias. Mate o mundo por ausência sua em dois dias. Não. Disse, NÃO.
Deixa assim, tudo como está. Nada mais precisa ser feito.
O homem descobriu o ouro e seu brilho falou por si só. Deus criou a criatura e em sopro a criatura fez-se por si só. Você existe, e faz-se por si só.
E suas formas? E seus jeitos?
Quais são as suas faces, seus gostos seus modos?
Quais são os seus olhares, os seus beijos e seus toques? Quais são suas mulheres, seus homens, suas crianças?
De que interessa ao mundo saber de ti? Do que mudaria nossas vidas, nossa economia, nossa miséria?
Saber de si cabe a você! MENTIRA. Saber de si cabe ao mundo. Ao nosso mundo e ao mundo dos outros. Cabe a monarquia, ao anarquismo, a democracia, ao despotismo, a ditadura, a oligarquia, a plutocracia, teocracia e tirania. Saber do mundo me parece ínfimo quando não sei nada sobre você. Saber de você me parece tosco quando nada sei do seu mundo. De seu mundo apenas sei dos encantos, dos encontros, das perdas, do doce nos olhos, olhosdeacuçar, de cravo, de canela, Gabriela, Gabriela.
Desse mel que verte por suas artérias, mostre agora ao mundo o mais amargo que escorre de sua bílis. Seu fel, seu veneno, seu perigo. Solte à ferina, morda o canto dos lábios, aterrorize a Guanabara, atormente o sono dos inocentes, rasgue as vestes hipócritas, critique, condene, queime, mascare, jogue fora. Prostitua suas palavras, venda seus sonhos, mate suas expectativas e seus amados se for preciso. Não seja tão vital, deixe morrer em dois dias. Mate o mundo por ausência sua em dois dias. Não. Disse, NÃO.
Deixa assim, tudo como está. Nada mais precisa ser feito.
O homem descobriu o ouro e seu brilho falou por si só. Deus criou a criatura e em sopro a criatura fez-se por si só. Você existe, e faz-se por si só.
domingo, 20 de março de 2011
Tempo, já não era se em.
Porque não existe tanto tempo assim pra se pensar, pra se decidir, pra se reinventar.... Todo tempo gasto com coisas que deveriam consumir o mínimo de tempo possível, é perda de tempo. Sejamos simples e objetivos, só pode dar certo ou errado, mais nada. O que mais além disso pode acontecer? Choro e ranger de dentes? Acredito que não. E se acontecer, e se não der certo, e se... e se... e se... Chega de e se, chegar de não arriscar. Roleta russa, meu irmão. Um tiro na testa, é só um tiro na testa, e tenha certeza, ele é único.
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